sábado, 26 de abril de 2008

Um pouco mais de hoje.

Numa ciranda a vida se dá.
Escorrem as vontades, desejos, sonhos mal contados.
Como uma pilha torta de livros, uma história acumula-se sobre outra.
E outra, outra, outra.
Um pouco lobo, um pouco cordeiro, crio e destruo minhas próprias ilusões.
Sinto-me mais humana do que antes.
A mim, cabem papéis diferentes. Hoje sou uma louca, abandonada pelo único amor, trancada num pequeno porão empoeirado. Amanhã, um guerreiro viril a lançar flechas em nome de Apolo. Um dia, cabe-me apenas o papel de pedra, muda, a espreita-te em uma esquina qualquer, a incomodar teu caminho ou a apertar-te o sapato. Outro, encarno a protagonista de uma existência amoral.
Hoje, sinto-me mais humana do que ontem.
Concebo e aborto meu próprio romantismo.

7 comentários:

Vinícius Castelli disse...

Isso é viver, com liberdade e acima de tudo com respeito.
Respeito por ti e pelos outros.
Beijo, querida

. disse...

amor, acabou a cerveja


.

Peri disse...

Belas palavras moça. Bela foto nova.
Adorei a "pilha torta de livros, uma história acumula-se sobre outra.". Imagem bacana.

balboa disse...

bravíssimo!


da mesma forma paradoxa
o amor trás dor e prazer
paixão e ódio
querer perto e querer longe
como, dessa forma, se pode sofrer tanto ao amar?

Laurinha disse...

escreve mais!


bjos minha linda!

balboa disse...

deus ou deuses, certamente, não são os responsáveis por isso...

M.E.Lopes disse...

acompanho este blog a muito tempo , e não consigo ficar um dia sem vir aqui ,Hoje me pego ouvindo ‪Albinoni vs Beethoven‬‏ por um poste seu , hoje criei coragem que comentar algo , suas palavras são perfeitas .

tenho decorado muitas palavras tuas tenho textos teus decorados o inicio ao fim .








Hoje, sinto-me mais humana do que ontem.
Concebo e aborto meu próprio romantismo.