sábado, 13 de dezembro de 2008

Em dias assim, é difícil fugir da melancolia.


'Neste mundo de agonias
Há quem viva de ilusões
Com sorrisos de alegria
Com uma aos turbilhões
Faz pouco da realidade
Que é triste pra quem vive assim
E pensa que a felicidade
Se consegue pra sempre sem fim
Quando acorda é tarde, então
Vão atrás da felicidade
Mas queima em seu coração
A dor de uma triste saudade'


Maysa que o diga. A saudades bate, às vezes. Podia ter sido... com tantos, com tantas... podia ter sido.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Quem quer saber?

Mesmo quando tudo pede um pouco mais calma, sigo esbarrando em grossos ombros criados por uma urgência de vida. Uma urgência que desaparece e vem à tona, num movimento ondulatório mais freqüente do que o planejado.
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma, os dias não esperam, não me esperam. Espero do mundo um pouco mais de paciência, só um pouco mais. Mas a vida não espera, não desacelera. E dela tiro pouco. Pouco a pouco.
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa. Vou numa dança particular, movimentos espontâneos. Queria eu tê-los ensaiado um pouco mais.
Mas a vida não pára. Retira meus segundos delirantes, os transforma em loucuras declaradas de uma mente não tão fantástica.
Enquanto todos esperam a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal, eu grito, o corpo berra em mais uma certeza sem validade.
Será que tenho esse tempo pra perder?