Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Salve Paulinho da Viola.
Há dias em que não precisamos dizer mais nada... elas dizem por nós.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Nota de falecimento (procura-se uma alma)
Preciso tanto da sorte
Pra me livrar dessa vida
Que tenho depois da morte
De minha querida
Minha querida alma
Que nasceu
E logo faleceu em vão.
Sentada em meu apartamento, lembrava-me de apagar, desligar, abortar.
Rezava, suplicava para que a sorte fizesse uma visita rápida em meus dias freneticamente pedantes, em minhas noites insones.
Alucinada pela pouca consciência, lembrei-me de minha alma dizendo adeus.
Abandonou-me, atravessou a porta, mal pude despedir-me, mal pude pedir perdão.
Pediu desculpas pra tudo
Despediu-se do mundo
Deu tchau pra geladeira
E também pro fogão
Minha querida alma
Que morreu
E eu nem a pedi perdão.
Desgastada com o pouco cuidado, com a mínima atenção, minha alma desprendeu-se.
Enquanto ela falava, eu virava as costas, distraída com algo na televisão.
Enquanto ela pedia, eu apenas escutava e logo esquecia.
Deixou-me abandonada
Meio desfigurada
No fim da canção
Pronta pra arriar no chão
E não tem nada engraçado
Tô meio bodeada
Tô sim, mas enfim
Isso é o que sobrou de mim.
Goste ou não, isso é o que sobrou de mim.
* Trechos de Nota de Falecimento (Daniel Pessoa) mesclados com anseios de quem vos fala.
Pra me livrar dessa vida
Que tenho depois da morte
De minha querida
Minha querida alma
Que nasceu
E logo faleceu em vão.
Sentada em meu apartamento, lembrava-me de apagar, desligar, abortar.
Rezava, suplicava para que a sorte fizesse uma visita rápida em meus dias freneticamente pedantes, em minhas noites insones.
Alucinada pela pouca consciência, lembrei-me de minha alma dizendo adeus.
Abandonou-me, atravessou a porta, mal pude despedir-me, mal pude pedir perdão.
Pediu desculpas pra tudo
Despediu-se do mundo
Deu tchau pra geladeira
E também pro fogão
Minha querida alma
Que morreu
E eu nem a pedi perdão.
Desgastada com o pouco cuidado, com a mínima atenção, minha alma desprendeu-se.
Enquanto ela falava, eu virava as costas, distraída com algo na televisão.
Enquanto ela pedia, eu apenas escutava e logo esquecia.
Deixou-me abandonada
Meio desfigurada
No fim da canção
Pronta pra arriar no chão
E não tem nada engraçado
Tô meio bodeada
Tô sim, mas enfim
Isso é o que sobrou de mim.
Goste ou não, isso é o que sobrou de mim.
* Trechos de Nota de Falecimento (Daniel Pessoa) mesclados com anseios de quem vos fala.
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