sábado, 26 de abril de 2008

Um pouco mais de hoje.

Numa ciranda a vida se dá.
Escorrem as vontades, desejos, sonhos mal contados.
Como uma pilha torta de livros, uma história acumula-se sobre outra.
E outra, outra, outra.
Um pouco lobo, um pouco cordeiro, crio e destruo minhas próprias ilusões.
Sinto-me mais humana do que antes.
A mim, cabem papéis diferentes. Hoje sou uma louca, abandonada pelo único amor, trancada num pequeno porão empoeirado. Amanhã, um guerreiro viril a lançar flechas em nome de Apolo. Um dia, cabe-me apenas o papel de pedra, muda, a espreita-te em uma esquina qualquer, a incomodar teu caminho ou a apertar-te o sapato. Outro, encarno a protagonista de uma existência amoral.
Hoje, sinto-me mais humana do que ontem.
Concebo e aborto meu próprio romantismo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Aproveite o tempo para crescer.

Deixe a razão de lado.
Deixe a pressa, preocupações e o verão para mais tarde.
Hoje só quero cabelos ao vento, a sombra de uma árvore, um sem-número de divagações sobre a vida.

Ok, um cigarro e uma cerveja também não fariam mal. Só não estrague meu romantismo transcendental.