sexta-feira, 13 de abril de 2007



Diálogo do dia:


- Vó! Sabe aquele all star que você prometeu me dar de aniversário?

- Sei. Eu vou à loja hoje.

- Então. Esquece.

- Por que? Você não quer mais?

- Na verdade, eu quero. Mas prefiro um ferro para passar roupas.

- ...


Imagem do dia:



Novidade do dia:



O site está quase pronto. Mas minha coluna já está no ar. Dirija-se à seção GLS, por favor.



quarta-feira, 4 de abril de 2007

Impressiono-me como nos deixamos levar pelo dia-a-dia. Maldito termo criado por pessoas para resumir as dolorosas atividades da realidade. Dolorosas sim. E não me venha com frases otimistas.
Passei alguns dias a observar o comportamento de certos seres, que rodeiam minha existência. A observar como discussões, decepções e derivados esfriam qualquer alma um pouco mais sensível.
Não sabe como destruir a inspiração de poeta? Tire o lápis de sua mão e o coloque (o poeta, não o lápis) atrás de um balcão por 8, 10 horas por dia durante 6 dias por semana. Quer acabar com a criatividade, com a sensibilidade de um artista? Mostre as contas que surgem todas as manhãs na caixa do correio.
O cotidiano nos mata, segundo a segundo. Devora as paredes do estômago com gastrites nervosas, desregula o relógio biológico com insônias intermináveis, enfraquece a imunidade com doenças criadas pelo cérebro. Doenças modernas, como dizem por aí.
O cotidiano arranca cada fiapo da emoção. Retira o sentido da paixão, apaga datas, lembranças, nos torna um pouco mais individual. A cada minuto, um pouquinho menos humano.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ainda é tempo de sonhar?

Não importa o tamanho de seu esforço. Ela encolhia seu corpo, juntava os joelhos ao peito, abaixava a cabeça. Seu tempo de menina passara. Achatava seu corpo com esperança de que a existência se convencesse de que ainda era cedo. Era cedo e ela ainda podia sonhar. Sonhar com a boca aberta diante de vitrine de luzes coloridas. Cedo para olhar para a janela e imaginar as aventuras que o futuro reservava.
Chorou ao ter certeza que já era tarde. Chorou ao perceber que suas pernas eram longas demais e já não cabiam em sua cama. Que suas mãos eram grandes demais para a boneca que dormia todos os dias junto ao rosto. Que o gosto na boca não era mais o do leite morno.

(Em busca de sonhos cor-de-rosa)



[Maldita sensibilidade]

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Novo começo. De novo.

O ócio desesperador e o hiato imaginativo que cutuca a mente estimularam a vontade “criar”. A vida proporciona um momento atípico. Dias que passam arrastados, alimentados por excessos. Excessos que ajudam a fugir das horas que posso passar olhando fixamente para o horizonte irregular da minha janela.
Esperar dói. A paciência é algo que criaram para que não seguíssemos a impulsividade de colocar um ponto final.
O dia passa agarrado ao passado e ao futuro. Às lembranças mornas e ao desejo de algo abstrato.

Aqui nasce mais um espaço (como tantos outros) onde morrer é permitido. E viver também. De vez em quando é bom variar.